terça-feira, 6 de novembro de 2007

Soneto XXXIX



Alma alegre e sublime a que te aninhas
No regaço de Deus que sempre amastes,
Relembra o doce amor que me deixastes
E, assim, possas rever saudades minhas.



Afagos, à distância, como adivinhas,
São requebros do amor que me jurastes
E sempre me dizias e falastes
Que o teu amor é meu no meu que tinhas.


E, pois, se a vida, assim, não se encurtou
Ao longo do caminho percorrido,
Determinado foi e conseguido,



Se tudo aconteceu, tudo passou,
E se o viver sem ti não faz sentido,
Segreda o falar doce ao meu ouvido.









São Paulo, 23 de Setembro de 2005, 6ª feira, 9,10

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